Atualidade

Moderação e diálogo por amor a Jerusalém!


de Giampiero Sandionigi |  24 de Julho de 2017

Papa Francisco com vista para a Praça de São Pedro, no Vaticano para a oração do Angelus

Do Vaticano a ONU se multiplicam os apelos para fazer cessar as tensões que afligem estes dias na Terra Santa. A diplomacia trabalhando para evitar uma guerra religiosa.


"Sigo com apreensão as graves tensões e a violência dos últimos dias em Jerusalém. Eu sinto a necessidade de expressar um apelo pela moderação e diálogo. Vos convido a unir-se a mim em oração para que o Senhor inspire a todos nos propósitos de reconciliação e de paz". Estas são as palavras proferidas ontém, 23 de julho, pelo Papa Francisco depois da oração do Angelus, como em todos os domingos, da janela do Palácio Apostólico que tem vista para a praça de São Pedro.

A esperança do papa ecoa e expressa a sexta-feira à tarde, também da parte do Secretário-Geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, após um dia de orações, protestos e violência em Jerusalém e nos territórios palestinos. Guterres se disse preocupado e pediu aos líderes israelenses e palestinos que evitem "ações que possam inflamar ainda mais a situação." Um apelo para reduzir a tensão, que o secretário-geral da ONU, também dirigiu a todos os líderes políticos e religiosos. Guterres observou que a dimensão religiosa dos Lugares Santos deve ser respeitada, para que eles permaneçam espaços de reflexão e não de violência.

Hoje, em Nova York, também o Conselho de Segurança da ONU vai lidar com a questão, a pedido dos governos do Egito, França e Suécia. Em Jerusalém também está chegando Jason Greenblatt, o homem que o presidente dos EUA, Donald Trump enviou para  acompanhar de perto as negociações  israel-palestinense. O objetivo declarado da visita é contribuir para acalmar os ânimos.

É necessária uma ajuda externa, porque as partes envolvidas ainda não parecem capazes de baixar os tons e encontrar um compromisso sobre os novos controles de segurança de emergência colocados pelas autoridades israelenses na entrada para a Esplanada das Mesquitas, após um ataque em 14 de julho.

Neste domingo em declarações à imprensa antes da reunião semanal do governo,  o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu definiu como "uma besta", o  palestino de menos de vinte anos, que na sexta-feira 21 de julho, invadiu um assentamento judaico na Cisjordânia, matando três pessoas a facada. Sua casa na aldeia de Kobar, em breve será demolida, como Israel faz rotineiramente com as casas de palestinos que praticam atos de terrorismo. Por sua parte, o presidente Mahmoud Abbas (Abu Mazen) confirma o encerramento de cada cooperação com as autoridades israelenses, enquanto os líderes do Hamas aplaudem qualquer ataque realizado, segundo eles: « pelos novos mártires".

Os ataques partem de jovens, como o de 17 anos que ontem em Amã agrediu com golpes de uma chave de fenda um guarda da embaixada israelense na Jordânia.  O guarda israelense se defendeu atirando no jovem de origem palestina que  morreu, e seu pai disse  considerá-lo, um mártir. Israel chamou o corpo diplomático   de Amã, mas autoridades jordanianas querem manter e interrogar o guarda que atirou. E assim, se abre uma nova frente na crise diplomática.

A Esplanada das Mesquitas com seu significado religioso, continua a ser o baluarte do nacionalismo palestino. Em seu nome se escatena a violência que abre  caminho até aos atos mais extremos.

Para quinta-feira, 27 de julho, a pedido da Jordânia, foi convocada uma reunião da Liga Árabe. Vamos ver que posição assumirão os governos. Há mais a temer pelo clima de guerra religiosa e o humor das praças muçulmanos no mundo, para o que muitos consideram - goste ou não - como um novo ataque a um dos mais importantes símbolos para o Islã.

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