Itinerari

A Gruta dos Sete Dormentes


de Giampiero Sandionigi |  6 febbraio 2015

A mesquita moderna que em 2006 foi erguida ao lado da Gruta dos Sete Dormentes, na periferia de Amã, a capital jordana. (foto 1/6)

A gruta é uma sepultura da época bizantina escavada na parede lateral de uma colina calcária.

A entrada da gruta pequena...

... a poucos passos de uma das antigas rotas de caravanas. Embora com menor frequência, este pequeno santuário continua a ser uma meta para os peregrinos muçulmanos e cristãos.

Dois sarcófagos escavados nas paredes da gruta.

Detalhe de incisões na rocha.

Na Jordânia, um pouco a sueste de Amã, encontra-se Al Raqim. Na parede lateral deste outeiro suave situa-se uma antiga sepultura bizantina que se tornou um santuário islâmico. Este local celebra a fé incorruptível no único Deus e tem como referência uma antiga narrativa cristã, retomada em seguida pelo Alcorão. Trata-se da história dos Sete Dormentes. Vamos contá-la a vocês.


(b.b.) - A Surata 18 está no coração do Alcorão. Também conhecida como a Surata da Caverna, contém três narrativas, a primeira das quais descreve justamente uma gruta que abrigou sete jovens e um cão.

Na verdade, a Surata sugere não dar excessiva importância ao número exato de protagonistas, bem sim ao exemplo dado por estes de fé sólida no único Deus. Os acontecimentos são evocados em grandes linhas, como se os fatos narrados fossem considerados já notórios e, com efeito, na antiguidade cristã (pré-islâmica) esta narrativa era muito popular.

Na época do Imperador Décio (249-51) alguns jovens cristãos – talvez fidalgos – foram conduzidos perante ao juiz para abjurar. Foi-lhes dado algum tempo para refletir e então os jovens amigos resolveram subtrair-se à perseguição e refugiaram-se numa gruta isolada onde adormeceram. Ao despertar, um deles foi até a  cidade para comprar alimentos, mas logo sentiu-se fora do contexto e os mercantes não aceitaram as moedas desconhecidas com as quais queria pagar as compras. O jovem compreendeu que o sono não durara poucas horas, bem sim duzentos anos: estavam agora no Quinto Século, no reinado Teodósio II (408-50) e o cristianismo não era mais hostilizado.

Acompanhado por alguns habitantes da cidade, o jovem correu ao encontro dos amigos e contou o que descobriu. Os jovens nutriram-se e deram graças a Deus pelo milagre. Felizes, naquela mesma noite readormeceram no sono da morte, sempre na companhia do cão fiel. No local da sepultura foi construído um santuário.

Estamos em Al Raqim, uma colina calcária nas proximidades da aldeia de Abu ‘Alanda, a 8 quilômetros a sueste de Amã, capital da Jordânia. Na pequena gruta foram escavadas três pequenos vãos e sete sarcófagos. Nas paredes, fragmentos de revestimento com pinturas da época bizantina que aludem ao perene suceder-se da vida e da morte, assim como decorações floreais. A área foi aberta a partir de 1963 e foram descobertas ruínas de duas mesquitas. Este local encontrava-se na rota de caravanas de mercadores e peregrinos que rumavam à Meca.

A partir de 2006, a algumas dezenas de metros da Gruta, foram construídos uma nova mesquita e um instituto de teologia islâmica. O modesto santuário recebe visitas de muçulmanos (não apenas sunitas) e de cristãos, algumas vezes porém, é negligenciado pelos circuitos atuais dos peregrinos e dos turistas.

As narrativas cristãs que inspiraram a Surata 18 situam os acontecimentos dos Sete Dormentes em Éfeso, na atual Turquia. Com efeito, lá também, nas proximidades do Monte Pion (Panayır Dağ), uma gruta, cercada por um núcleo cemiterial, relembra os jovens intrépidos salvos pelo misericordioso sono divino.

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