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Uma antiga cisterna em Jerusalém, recurso para o turismo?


 Terrasanta.net |  1 de Março de 2019

A piscina dos arcos em Ramla (Israel) já é uma atração turística. (foto Nati Shohat / Flash90)

Uma grande bacia da era bizantina, no subsolo de Jerusalém, poderá em breve se tornar um local aberto a turistas interessados ​​em arqueologia. As autoridades competentes divergem.


(c.l.) – O perigo estava alguns centímetros abaixo dos pés das crianças: a terra engoliu a areia. Em 2005, os moradores de Katamon (um quarteirão do centro-sul de Jerusalém) notaram que a caixa de areia no playground das crianças da vizinhança foi misteriosamente engolida pelo que parecia ser um simples buraco. A Autoridade Israelense para Antiguidades enviou um de seus arqueólogos ao local, Yuval Baruch. Descobriu-se que a caixa de areia do parquinho estava na verdade acima de uma antiga cisterna, muito bem conservada e ainda cheia de água, usada há 1.500 anos para coletar e conservar o precioso líquido.

Yuval Baruch mergulhou para explorar o reservatório de água, realizando pesquisas arqueológicas e cartográficas. A partir de sua pesquisa, descobriu-se que a cisterna está visivelmente conectada a um sítio da era bizantina (século VI dC), localizado no subsolo da sinagoga Ramban. O grande reservatório tem um comprimento de 34 metros. Maior do que uma piscina semi-olímpica, cobre uma área de cerca de 225 metros quadrados e pode armazenar até 1.123 metros cúbicos de água.

Após essa inspeção, o local foi lacrado. Quase 15 anos se passaram desde então. Agora, que a comunidade de Jerusalém se prepara para reformar o playground, solicitou à Autoridade Israelense para Antiguidades que examine a estabilidade do tanque, para garantir que ele não represente um perigo para as crianças.

Um mergulho ao passado

Foi nesta fase que a ideia de tornar a bacia subterrânea uma atração arqueológica-turística surgiu. A Autoridade de Arqueologia e a Comunidade de Jerusalém estão discutindo isso, conforme relatado pela mídia israelense no final de janeiro. Em um comunicado à imprensa, Yuval Baruch - que agora dirige o escritório da Autoridade Israelense para Antiguidades na área de Jerusalém - disse que a instituição está disposta a oferecer qualquer ajuda que possa ser útil para a cidade, para abrir o sítio para o público, permitindo aos visitantes um mergulho ao passado.

Outras infra-estruturas hídricas semelhantes já se tornaram atrações turísticas. Este é o caso, por exemplo, da piscina subterrânea dos arcos que está localizado em Ramla (no centro de Israel), também conhecido na tradição cristã como a bacia de Santa Helena, construída durante o reinado do califa Haroun al-Rashid, em 789 dC (período islâmico primitivo) para fornecer à cidade - fundada pelos omíadas no sétimo século - um suprimento constante de água. A bacia tem uma área de 400 metros quadrados. Os visitantes entram na piscina através de uma série de escadas e podem então navegar pelas águas de barco. O passeio oferece uma visão fascinante sobre as técnicas antigas de arquitetura da época dos abássidas, capaz de durar 1230 anos, e resistir aos graves terremotos (1033 e 1087) que destruíram a cidade. O impressionante teto maciço da piscina é sustentado por enormes pilares de pedra conectados por arcos pontiagudos. Segundo os arqueólogos, essa arquitetura pode ter inspirado a arquitetura gótica.

(tradução: Daniel Gonçalves de Oliveira)

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