Atualidade

Alepo volta a ter cor


 Terrasanta.net |  30 de Junho de 2017

Jovens e meninos da paróquia de São Francisco de Assis em Alepo repintando as calçadas do bairro.

Frei Ibrahim Alsabagh dá as primeiras pinceladas...

... seguido por algumas das autoridades da cidade.

Foto de um grupo de jovens que aderiram à iniciativa. (galeria fotográfica editada da paróquia latina de Alepo)

Uma nova iniciativa da paróquia franciscana de Alepo, na Síria: restaurar as cores originais das calçadas do bairro. Um pequeno sinal de respeito por sua cidade e por seus habitantes.


Agora mais do que nunca, o povo de Alepo têm encontrado listras bonitas pintadas no chão, no meio fio das calçadas. A paróquia franciscana da metrópole, no norte da Síria, decidiu desempenhar o seu papel na restauração de cores da cidade.

Para os concidadãos foi uma grande surpresa, no domingo 18 de junho, ver pela primeira vez o grupo de escoteiros pintando as calçadas. Tudo o que precisava era de um pouco de tinta branca e preta para dar cor ao bairro onde está a paróquia de São Francisco de Assis, restaurando os sinais indicativos das áreas onde é permitido ou proibido estacionar os carros. Talvez seja uma coisa muito pequena, mas rica em significado. "É maravilhoso!", Exclamou um transeunte.

Alepo mais bela é uma iniciativa sustentada pelos Frades da Custódia em Alepo e apoiada pelas autoridades locais; o governador, o prefeito e todo o município. O projeto foi inaugurado em 18 de junho: em frente à igreja paroquial, frei Ibrahim Alsabagh, o pároco, com o pincel na mão, era cercado por representantes do governo para dar início a pintura do meio fio das calçadas.

Depois de anos de guerra, que literalmente fizeram com que a cidade perdesse as suas cores, tornar “Alepo mais bela” é um compromisso e um desafio. De acordo com os protagonistas: "Esta iniciativa permite a união da nação, como uma só família, independentemente da religião ou crença... Imediatamente percebemos neste projeto uma oportunidade para reparar, reconstruir aquele belo mosaico que é a nossa sociedade, infelizmente separada...

Então, começamos a trabalhar com grande entusiasmo, empenho e amor: amor a nossa cidade agredida e o desejo de promover a reconciliação em nossa sociedade ferida, dividida. Acreditamos que o bem é contagioso e que é necessário fazer o bem, difundí-lo e irradiá-lo. Assim, a guerra, o ódio, o egoísmo, a realidade da morte, serão substituídos por paz, caridade, solidariedade, pelo bem comum e pela extensão do Reino dos Céus ".

Os responsáveis pela iniciativa fizeram um convite a todas as igrejas, aos muitos grupos de escoteiros cristãos, aos vários movimentos religiosos e a todos os moradores da cidade para se unirem a eles. A paróquia latina assumiu o compromisso financeiro através da compra de todo o material necessário. No final, mais de 200 pessoas - armadas com escovas, baldes, pincéis e cheias de entusiasmo e zelo – se colocaram a caminho na cidade para torná-la mais bonita.

Quinta-feira, 22 de junho, a operação continuou. Os voluntários foram divididos em grupos, cada um composto de 10 pessoas com um responsável; o território foi dividido em setores e a cada setor tem sido atribuído a um grupo.

Apesar das luvas fornecidas, muitas crianças se divertiram sujando as mãos com a tinta.

Com esta iniciativa, os freis franciscanos - apoiados por seu bispo, o vigário apostólico Mons. George Abou Khazen - querem manifestar o desejo, partilhado pela população, de reconstruir a cidade. E esta é apenas a mais recente das iniciativas concretas realizadas pela Paróquia de São Francisco de Assis, em Alepo.

"Acreditamos - diz o pároco - que, com este tipo de ação concreta e com pequenos gestos, todos nós, juntos, vamos reconstruir nossa cidade e nossa sociedade. O que conta é o nosso compromisso pessoal, o nosso desejo de ser protagonista no processo de reparação da nossa "casa", isto é, da nossa cidade com os seus habitantes. Como Igreja, temos um enorme potencial que não podemos guardar para nós mesmos. É parte do nosso dever e da nossa missão, compartilhá-lo, contribuindo para o bem de todos os nossos irmãos e irmãs que, junto conosco, partilham as suas vidas no mesmo país, na mesma cidade, na mesma sociedade."

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